"Quando voltamos para Porto?" "Por mim, amanhã de manhã." "Ok, combinado."
Algumas coisas são decididas em pouco tempo. A partir daí se estabeleceu o dilema: faço ou não faço cerveja??? Eram quase 4 da tarde... começar a fazer cerveja implicava ficar até a meia noite envolvido e não fazer significava perder a chance de ter mais um lote.
Decidi pela produção da 6º VeitBier, afinal meia noite é só a metade e não a noite inteira. Além disso preciso de cervejas. Cervejas de fato, produzidas, engarrafadas e principalmente consumidas.
Ademais, era 25 de dezembro. Dia de Natal. Uma excelente oportunidade para uma cerveja iluminada. O nome não poderia ser outro, definido sem equívoco por minha querida mãe enquanto mexia o mosto: "Essa vai se chamar Natalina, feita no dia de natal!".
Passou a tarde...
Iniciou a noite...
Seguiu a noite...
E quando a coruja se preparava para ocupar seu posto e
o rei Roberto Carlos cantava na TV:
"... Aproveitar a tarde
Sem pensar na vida
Andar despreocupado
Sem saber a hora
De voltar... "
a cerveja tipo blonde foi para o fermentador.


