Feita numa fria sexta-feira de junho, a La Primera é a concretização de um sonho e o início dos sonhos de estágios mais elevados.
Começamos no inicio da tarde. E na primeira etapa já percebi que teríamos sucesso. Na moagem do malte estava minha mãe, concentrada e divertindo-se com as lembranças do tempo de criança em que era comum utilizar os moedores. Afinal antes tudo era mais artesanal, mais original.
Adiante, enquanto o mosto fervia, chegava na pacata e admirada cidade do interior o gran químico. O especialista. Alguém que sabia utilizar aquele monte de coisas de densímetros, iodo e pipetas. E este, sendo meu irmão, o que ele dizia estava certo e a qualidade garantida. O processo seguia e o chimarrão rodava.
O grande pai, sempre pela volta, auxiliava no serviço e montava a parte do resfriamento. E por telefone, o outro irmão, responsável por conseguir o financiamento do BNDES para expansão da VeitBier, controlava tudo.
Lá pelas 11h da noite, chuva, frio e a cerveja inédita no fermentador. A alegria da primeira cerveja e da família unida. É hora de comemorar, eternizar o momento. E apreciar uma boa cerveja.Uma excelente blonde ale da Pias Bier (http://piasbier.blogspot.com/).
No fim do último copo, olhando o horizonte noturno em que alguns sentinelas do pampa habitavam o gelado gramado, muitas dúvidas, muitas idéias, mas a certeza que a VeitBier veio para ficar.
